quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Ministério Público da Palavra - John Gill

Púlpito de João Calvino em Genebra

Ao lado das ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, vem a PregaçãoPública da Palavra;estaé uma ordenança de Cristo sob a dispensação do evangelho que deve continuarna igreja até o fim do mundo. Cristo, como Senhor e Rei,subiu aos céus para dar dons aos homens,qualificando-os para o trabalho do ministério a ser exercido por eles até que todos os eleitos de Deus sejam reunidos como membros no corpo de Cristo, a igreja, o número dos santosaperfeiçoados e levadosa um estado de maturidade em graça paraglória e felicidade eternas; tudo isso e mais podem ser observados em Ef4:11-13.

1a. O ministério público da palavra é uma ordenança de Cristo no Novo Testamento que deve continuar até sua segunda vinda; não é, de fato, confinado ao Novo Testamento, nem lhe é peculiar, embora seja mais eminente no mesmo.

1a.Primeiro, havia algo semelhante a ele desde o início, durante a dispensação do Antigo Testamento.

1a1. No estado patriarcal o evangelho foi pregado pela primeira vez pelo Filho de Deus a Adão e Eva no Jardim do Éden; a grande salvação começou a ser anunciada por ele, que se revelou como a "semente da mulher" que feriria a "cabeça" da serpente (Gn3:15).Essa revelação, com suas verdades e doutrinas, foi pregada pelos patriarcas a sua posteridade segundo a revelação da mente e vontade de Deus feita para eles. Nos tempos de Enos, neto de Adão, a adoração em grupo foi criada e os homens começaram a realizar os exercícios públicos da religião (Gn4:26). Enoque, o sétimo depois de Adão, profetizou ou pregou sobre a segunda vinda de Cristo para julgar o mundo e, sem dúvida, ele profetizou ou pregou sobre a primeira vinda de Cristo para salvar os homens. Noé era o "oitavo pregador da justiça"; pois assim as palavras de 2 Pedro 2:5 podem ser entendidas [1], embora admitam outro sentido: "Mesmo sendo um pregador da justiça da fé", do qual ele era um herdeiro (Hebreus 11:7), e Cristo, por seu Espírito nele, pregou para uma multidão desobediente com muita resignação e paciência (1 Pedro 3:19-20). Enoque, o sétimo depois de Adão, era outro pregador; todavia se os outros seis foram pregadores, não é dito. O primeiro Adão, sem dúvida, foi um que aprendeu com o próprio Deus[2]conforme se diz: "Feito para este fim, ele poderia ter sido uma testemunha, um" pregador das virtudes e obras de Deus e,como mestre da humanidade podia admoestar e instruir seus filhos e netos, fazendo com que eles pudessem esperar sem medo por Deus nesta vida e depois dela. "O justo Abel era outro que não só pregou enquanto vivo, “mas mesmo morto ainda fala":quiçá não seja muito difícil descobrir os outros quatro. A distinção entre os filhos de Deus, mestres da religião, e os filhos dos homens, pessoas profanas, prevalecia antes e no tempo de Noé (Gn 6:2). Maimônides [3] observa que seus sábios dizem que os profetas que vieram antes deles, da casa do juízo de Ébere da escola de Matusalém, eram todos profetas e homens instruídos para serem pregadores, doutores e mestres. Como Deus havia pregado o evangelho a Abraão, então ele o pregou a outros assim que teve oportunidade; os "trezentos e dezoito servos nascidos em sua casa” foram "ensinados" ou "instruídos" [4] por ele nas coisas religiosas, segundo o significado da palavra (Gn14:14), sendo tempos depois testemunhas do próprio Senhor (Gênesis 18:19). Nos tempos de Jó, que parece ter vivido antes da promulgação da lei, os filhos de Deus, os mestres da religião, reuniram-se em um determinado dia para se apresentarem de corpo e alma ao Senhor no desempenho dos deveres religiosos; apesar de não terem a palavra escrita para ler ou explicar, de uma forma ou outra tinham uma revelação da mente e vontade de Deus para eles, tais como visões, sonhos, e etc., que não eram reveladas só para um, mas a todos eram dados a conhecer (Jó 6:10; ver Jó 4:12-19).

1a2. Sob a dispensação mosaica havia um tabernáculo chamado de "tenda da congregação" e pelo Targum Onkelos de "o tabernáculo da casa de doutrina" onde as pessoas o recorriam à procura de doutrina. Os sacerdotes e levitas foram nomeados, entre outras coisas, para instruir o povo de Israel; eles eram intérpretes e expositores da lei de Moisés para eles.A tribo de Levi em geral (Dt33:10) e os sacerdotes filhos de Arão (Lv 10:11), eram particularmente sacerdotes que deviam guardar o conhecimento e publicá-lo (2 Cr 15:3; Ml 2:7). Os levitas, que ficavam dispersos entre as tribos, eram empregados desta forma: nos tempos de Josafá ensinavam ao povo a lei do Senhor em todas as cidades de Judá; nos tempos de Josias eles são descritos como aqueles que "ensinavam a Israel tudo o que era santo para o Senhor" (2 Cr 17:9; 35:3); nos tempos de Esdras e Neemias eles liam o livro da lei "aos ouvidos de todo o povo; "interpretavam o sentido, levando-os à  compreensão da leitura." (Neemias 8:8).

1a3. Durante o primeiro e o segundo templos os profetas eram intérpretes e expositores da lei e instrutores do povo; alguns dos quais eram treinados para esse propósito; lemos sobre companhias, faculdades ou escolas dos profetas e dos filhos ou discípulos dos profetas em Naiote, Betel, e Jericó: alguns foram levantados e inspirados por Deus. Esses profetas tinham certos lugares e tempos determinados, semanais e mensais, onde as pessoas recorriam a eles em busca de conselho, direção e instrução como resulta de 2Reis 4:23 com nota de Gerson: "Parece que naqueles dias se costumava ir à presença dos grandes para ouvir as suas palavras, e eles ensinavam o caminho que deviam andar e a obra que deviam fazer" (ver 2 Reis 4:38; 6:32). As profecias de Isaías, Jeremias, Ezequiel e outros foram entregues como palavras do Senhor e publicadas individualmente como sermões e discursos para o povo.Particularmente se observa de Ezequiel que o povo veio todo até ele com muita atenção, prazer e deleite e sentou-se diante dele para ouvi-lo, mas ele reclamou deles, pois só queriam ouvir suas palavras, mas não praticá-las (Ezequiel 33:31-32).

1a4. Algum tempo depois do cativeiro babilônico as sinagogas foram erguidas. A adoração na sinagoga era caracterizada pela leitura pública e pregação da lei em todos os dias de sábado; esta já era uma prática antiga, muito antes dos tempos de Cristo e de seus apóstolos como aparece em Atos 15:21. Nessas sinagogas o próprio Senhor ensinou; daí esse costume.Lemos a respeito de sua ida à sinagoga de Nazaré em um dia de sábado, onde ele se levantou para ler o livro do profeta Isaías entregue a ele;Ele abriu o livro, leu o texto e em seguida explicou e aplicou-o (Lucas 4:15-21). Do mesmo modo os apóstolos de Cristo pregavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus.Eles não só podiam, mas eram chamados pelos chefes da sinagoga de um determinado lugar para dar uma palavra de exortação ao povo.Parece que não era apenas comum ler a lei, mas também pregar ou entregar um discurso para o povo; portanto, temos um relato de um sermão do apóstolo Paulo pregado na sinagoga quando fora convidado (Atos 13:5,15, 16, etc.).O costume da sinagoga é confirmado por Philo, o judeu [5], que diz: "Quando eles vinham para os lugares sagrados chamados sinagogas, de acordo com a sua idade, os jovens sentavam-se sob os anciãos (aos seus pés) e com uma compostura decente ouviam; quando se tomava o livro, lia e outro, um dos mais hábeis, explicava aquilo que ficara não compreensível ou obscuro”.

1b. Em segundo lugar, o ministério público da palavra de forma mais clara geralmente é compreendido sob o Novo Testamento ou dispensação do evangelho, segundo a profecia sobre do mesmo (Isaías 2:3). O primeiro pregador público deste tipo, sob esta dispensação, fora João Batista: "A lei e os profetas duraram até João." (Lucas 16:16). Ele apareceu pela primeira vez pregando no deserto da Judéia de uma maneira muito forte e clamorosa; ele era "a voz que clamava, bowntov, como o “mugido de um boi", conforme o significado da palavra. A doutrina que ele pregava era o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados que, apesar de rejeitada pelos escribas e fariseus, foi recebida pelos publicanos e meretrizes; esse era o objetivo do seu ministério, o qual ele cumpriu de uma forma muito pública para todo o povo de Israel (Atos 13:24-25). Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo precursor era João, fora "o ministro da circuncisão", o ministro da palavra aos judeus circuncidados. Ele foi enviado por Deus para pregar o evangelho a eles e foi ungido sem medida com os dons e graças do Espírito de Deus; sua doutrina maravilhava seus ouvintes e para o espanto de todos que a ouviam, ele a ensinava com graça e sabedoria como nunca homem algum havia falado; ele fez isso da maneira mais pública nas sinagogas e no templo. Os apóstolos de Cristo foram chamados e enviados por ele para ser ministros públicos da palavra; eles foram chamados por ele de suas redes para ser pescadores de homens; eles foram enviados por ele em primeiro lugar para pregar o evangelho às ovelhas perdidas da casa de Israel, mas depois de sua ressurreição a comissão foi ampliada, enviando-os por todo o mundo para ensinar a todas as nações e pregar o evangelho a toda criatura.Uma vez que deve existir em todos os tempos uma sucessão de ministros ordinários da palavra, Cristo concede-lhes dons, capacitando-os como pastores e mestres, hábeis ministros de um Novo Testamento e fiéis despenseiros dos mistérios da graça. Pois,

1c. Em terceiro lugar, o ministério público da palavra é uma ordenança de Cristo. Há ensinamentos particulares que são não apenas louváveis, mas também obrigatórios para os homens; como aos chefes de família, pais e mestres.Os pais devem ensinar seus filhos criando-os na disciplina e na admoestação do Senhor. Os senhores devem instruir os seus servos e comandar sua casa para guardar o caminho do Senhor.As mulheres, particularmente as mulheres idosas, devem ser "mestras do bem". Todo homem que recebeu um dom, embora apenas para uso privado, deve ministrá-lo para os outros em conversação particular, uma vez que o ministério público da palavra é a ordenança especial de Cristo para o bem público e para utilidade geral. Este não é um meio humano para fins incompreensíveis, egoístas e lucrativas, mas é uma ordem de Cristo aos seus discípulos para que aquilo que eles ouviam em particular fosse "pregado nos telhados das casas," isto é, da maneira mais pública, por isso enviou-os por todo o mundo para pregar o evangelho a toda criatura debaixo do céu.Consequentemente o apóstolo Paulo, eminente ministro da palavra, pregou publicamente, bem como de casa em casa,desde Jerusalém até próximo ao Ilírico. É Cristo que aparece aos homens, chama e torna-os ministros capazes e fiéis do Novo Testamento; portanto, esses são chamados "ministros de Deus" e não do homem; e "bons ministros de Jesus Cristo", educados não em escolas e academias, mas "criados com as palavras da fé e das boas doutrinas”,Cristo qualifica-os para tal serviço. O próprio apóstolo Paulo foi feito ministro do evangelho,“segundo o dom da graça de Deus dado a ele".É Cristo quem dá o dom aos ministros ordinários da palavra, torna-os pastores e professores em suas igrejas.Os apóstolos tinham a sua missão e comissão Dele (João 20:21);do mesmo modo todos os ministros da palavra posteriormente, pois"como pregariam se não fossem enviados?" (Rm10:15). As palavras que os ministros de Cristo pregam são palavras e doutrinas de Cristo. Os pastores devem alimentar o rebanho com as doutrinas do evangelho,que não são ensinamentos dos homens, mas a revelação de Cristo, ou seja, o perdão pelo seu sangue, a justificação pela sua justiça e a expiação por seu sacrifício, ordenada por ele para ser conhecida em todas as nações,e isso tem sido feito (Lucas 24:47; Atos 13:38-39).

1d. Em quarto lugar, o ministério público da palavra é uma ordenança que deve permanecer até a segunda vinda de Cristo; haverá ministros e assim um ministério da palavra até o fim do mundo (Mateus 28:20; 24: 3-14), e o fim não chegará até que todos os eleitos de Deus estejam reunidos;a conservação do mundo é por causa deles.A razão pela quala vinda de Cristo para destruir o mundo está aparentemente adiada é porque Deus não quer que nenhum de seus entes queridos pereça, mas que todos venham ao arrependimento.Quando todos eles forem trazidos, ele então virá queimar o mundo: daí a obra do ministério, Cristo deu dons aos homens para qualificá-los e que devem permanecer,

1d1. Até que todos os eleitos de Deus "cheguemos à unidade da fé", até que todos e cada um deles creiam em Cristo, pois todos os que forem predestinados para a vida eterna acreditarão nele, e, como a fé vem pelo ouvir a palavra, o ministério dela permanecerá até que todos eles acreditem.

1d2. Até que todos eles e todo mundo venham para "o conhecimento do Filho de Deus", para saber quem é a vida eterna; este conhecimento é pelo Espírito de sabedoria e de revelação, o próprio Cristo o dá por meio da palavra, também chamada palavra da ciência, que deve permanecer até que todos o conheçam, desde o menor até o maior; até que o seu conhecimento que agora é em parte seja perfeito.

1d3. Até que nos tornemos“um homem perfeito"; isto é, até que a igreja de Cristo, que como um homem, é composta por vários membros, seja completa e todos os membros se unam em um só corpo, no seu lugar apropriado e tornem-se como um só homem; até que cada indivíduo seja perfeito na fé, no conhecimento, na santidade e em toda a graça. E,

1d4. Até que eles vejam "à medida da estatura da plenitude de Cristo",isto é, o corpo místico de Cristo, sua Igreja, que é a sua plenitude, e vai aparecer assim; quando todos os eleitos estiverem reunidos e preenchidos com as graças do Espírito;até que todos estejam em seu crescimento integral e cheguem a sua justa proporção no corpo, com a medida de sua estatura em que forem designados; até que tudo seja feito, o ministério do evangelho permanecerá (cf. Ef4:12-13). Eu ainda mostro,
                                                                                                       
2. Que o ministério da palavra é uma obra; ele é chamado de "a obra do ministério" (Ef4:12); é uma obra, um serviço, e não um domínio; aqueles queestão empregados nele não têm domínio, nem sobre a fé, nem sobre a prática dos homens, não mais do que são intimados pela palavra de Deus. O ministério é um serviço, como a palavra sugere, e não um emprego confortável; é um trabalho que emprega todo o tempo e talentos de um ministro;não é um serviço para saciar a sonolência, a preguiça e a indolência: é um laborioso trabalho.Os ministros do evangelho não devem ser desocupados, mas trabalhadores da vinha de Cristo; eles trabalham na palavra e na doutrina, o que exige muita leitura das Escrituras, oração frequente e constante meditação e "estudo na preparação para o seu trabalho, que é um grande "cansaço da carne;" isso também exigi dos ministros "zelo", fervor e afeto no desempenho da obra, o que causa muita fadiga física.O apóstolo reporta os ministros do evangelho não apenas como companheiros de trabalho, mas, com a ajuda do senhor (2 Co 2:15.), responsáveis pela adubação, o cultivo, o plantio e regar da vinha.A edificação do povo de Deus é um serviço laborioso,de modo que, se o Senhor não sair a trabalhar com seus ministros, o labor deles seria sem propósito. "Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega"- que são as duas partes do ministério do evangelho- mas "Deus que dá o crescimento",o sucesso de suas ministrações: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (1 Co 3: 7, 9; Sl 127:1).A presença do Senhor com eles, as obras das suas mãos vistas no seu ministério são um incentivo para eles, e, além disso, o seu trabalho é um bom trabalho (1 Tm 3:1). Um trabalho agradavelmente rentável e honrável; agradável para um ministro, cujo coração está nele; rentável, para os que estão sob sua dependência; honrado, pois qual serviço melhor aos servos do Deus Altíssimo do que mostrar aos homens o caminho da salvação, do que ser embaixadores de Cristo, administradores dos mistérios de Cristo, da multiforme graça de Deus, do que ser as luzes do mundo, as estrelas na mão direita de Cristo, os mensageiros ou anjos das igrejas e glória de Cristo? Esse é um trabalho digno de ser honrado pelos homens, uma vez que os que trabalham nele são "dignos de dupla honra;” de uma manutenção honrosa, e de um respeito honroso; eles devem ser recebidos com alegria, devem ser tidos em reputação e reconhecidos por aqueles sobre quem eles são como pais, guias e governadores; eles devem ser altamente estimados por causa da sua obra, que é a "obra do Senhor e de Cristo" (1 Co 16:10; Fl 2:30), pois são chamados por Cristo, qualificados por ele e assistidos por ele.O ministério da palavra quando feito corretamente contribui para glória de Cristo.Os ministros devem ser perseverantes, firmes e abundantes na obra, uma vez que seu trabalho não é vão no Senhor.Embora nenhum homem seja capaz por si mesmo, pois sua capacidade vem de Deus, sua dependência deve ser Dele tanto para assistência como para sucesso do seu ministério. Eu irei inquerir,

3. Quais são aptidões e competências daqueles que são empregados neste trabalho.

3a. Eles devem ser de bom caráter moral; um homem imoral não é apto para ser um membro de uma igreja, muito menos um ministro da palavra. O bispo, ministro ou pastor de uma igreja deve ser irrepreensível, de bom comportamento, bom testemunho aos que estão de fora, inofensivo na vida e na conversa, para que o ministério não seja escarnecido ou tido sob censura.Todavia ele deve ser mais do que um homem moral, tanto em teoria como em prática; um mero moralista não é capaz de fazer o trabalho de um evangelista ou pregador do evangelho.

3b. Eles devem ser participantes da graça de Deus, caso contrário, não serão capazes de falar das coisas divinas comovida e experimentalmente,pois se não viram, ouviram e sentiram, portanto, não poderão falar delas.Em alguns casos eles devem silenciar e nada falar; nem tampouco nutrir um sentimento de complacência pelas almas tentadas e desertas; nem tampouco ter compaixão dos ignorantes; nem falar uma palavra às almas cansadas, mas, em seguida, eles devem ter mais graça do que outros cristãos comuns têm; ou então, como Moisés desejou, todos os filhos do Senhor estariam aptos a serem profetas e ministros da palavra.

3c. Eles devem ser enriquecidos por Cristo com dons ministeriais; como Cristo recebeu esses dons, deu-os aos homens, tornando-lhes pastores e mestres.Não é a aprendizagem humana, nem as habilidades naturais que qualificam para o ministério, embora sejam todas úteis, mas sim o dom de Cristo.O apóstolo Paulo tinha todas as coisas acima, mas ele atribuía seu ministério do evangelho exclusivamente a um "dom" que havia recebido, qualificando-o para este importante trabalho (Ef 3:7,8).Esse dom é maior em alguns e menor em outros; mas onde ele está, a mais ou a menos, qualifica para o trabalho do ministério (Rm 12: 6).

3d. Eles devem ser estudiosos da Escritura e ter um conhecimento competente das coisas nelas contidas; segundo a qual "o homem de Deus", disse o ministro de Cristo, "pode ser perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra", e, particularmente, para a obra do ministério (2Tm 3:16,17). Eles devem fazer da Bíblia seu principal estudo e atender à leitura assídua e constante da mesma, meditar sobre as coisas nela contidas e entregar-se inteiramente a elas, pois o seu aproveitamento no conhecimento do mistério de Cristo pode ser manifesto. Como eles devem alimentar as igrejas “com conhecimento e compreensão,” é necessário que eles próprios tenham uma boa parte desse conhecimento, assim como Apolo, poderoso nas Escrituras, são os escribas instruídos “acerca do reino de Deus" (Mateus 13:52).

3e. Eles devem ter uma ligação tanto da parte de Deus e dos homens a este trabalho; "Ninguém toma esta honra para si mesmo, mas aquele que é chamado por Deus".O chamado interno é conhecido pelo tipo de dons concedidos a um homem, que o faz apto para tal serviço; e pela providência de Deus, que inclina e dirige a igreja para separá-lo para a obra à qual Ele o chamou. A chamada externa é pela própria igreja, sob julgamento de seus dons. E,

3f. Eles devem ser enviados, eles devem ter uma missão para Cristo.Pela igreja (Rm10:15) os apóstolos de Cristo foram enviados por ele, como ele o fora pelo Pai (João 20:21).Houve alguns no tempo de Jeremias que não foram enviados; profetizavam, mas Deus não falava com eles; estes não eram verdadeiros profetas e ministros de Deus.

3g. Eles devem ser tidos fieis e "colocados no ministério" pelo próprio Senhor como o apóstolo Paulo o fora (1Tm1:12).Eles mesmos não devem tomar essa função sem a permissão de Deus ou dos homens.

3h. Tudo o que eles podem fazer é se entregarem adequadamente a este ministério que lhes fora dado pelo Senhor.O apóstolo fala do ministério da palavra que ele tinha "recebido do Senhor Jesus" como um dom concedido a ele, uma relação de confiança onde ele se comprometia, portanto, em cumpri-lo; com o mesmo argumento ele se dirige a Arquipo "para cumpri-lo" (Atos 20:24; Cl 4:17).Desse modo os que forem chamados ao ministério devem se entregar inteiramente a ele e empregar seu tempo e talento nele; dedicar-se ao ministério dos santos, como a casa de Estéfanas fez.Na medida do possível não devem se dar aos assuntos dessa vida, mas ao ministério da palavra e oração, como os apóstolos escolheram (Atos 6: 4).

3i. Eles devem ser aptos para ensinar, possuir habilidades para este trabalho, que os tornam homens "capazes de serem ministros do Novo Testamento.”Eles devem ter uma boa dicção, um dom de oratória, de modo a serem capazes de enfeitar suas idéias com palavras adequadas, transmitindo de forma fácil para os outros suas idéias; devem se utilizar de palavras agradáveis e adequadas, como o verdadeiro pregador é ordenado a fazer, dando prazer e lucro àqueles que o ouvem (2Tm 2:2; Ec 12:10; 1Tm 3: 2).

3j. Eles devem ser “obreiros que não têm do que se envergonhar, que manejam bem a palavra da verdade”, que dão o verdadeiro sentido dela através das coisas profundas que há nela. Eles devem transmitir essa verdade a todos, segundo a sua idade, isto é, crianças, jovens e pais; às crianças devem dar-lhes o genuíno leite espiritual da palavra; aos jovens, carne, alimento mais sólido.Também devem distinguir entre santos e pecadores, o precioso e o vil, para que possa dar aos filhos o seu pão, evitando que os cães as comam.

4. O assunto da obra do ministério é o próximo a ser inquirido. Este, por toda a extensão do mesmo, leva ao ministério da palavra, à administração das ordenanças, ao exercício da disciplina na igreja e ao cuidado com todo o rebanho; todavia a matéria aqui em consideração é a ministração do evangelho; e o que disso se pode aprender,

4a.Dos nomes pelos quais é chamado.

4a1. O "ministério da palavra;” em geral, os apóstolos propunham a entregar (Atos 6: 4) aquilo que não era a palavra de homens, mas de Deus; essa palavra deve ser transmitida pelos ministros como tal e recebida pelos ouvintes do mesmo modo, porquanto ela trabalha eficazmente (Hb13:7; 1 Tessalonicenses 2:13). É também chamada de palavra da fé, palavra da verdade, palavra da reconciliação e palavra de vida e salvação (Rm 10: 8; Ef1:13; 2 Coríntios 5:19; Fl 2:16; Atos 13:26).

4a2. O ministério do Espírito (2 Co 3: 8), assim chamado, porque deve ser transmitido em palavras que o Espírito Santo ensina e dá a conhecer nas coisas do Espírito de Deus, verdades e doutrinas espirituais que o homem natural não compreende; por meio dela o Espírito de Deus e sua graça são comunicados e recebidos; portanto, um ministro do evangelho é descrito como ministro do Espírito para os homens, ou seja, é o instrumento do recebimento da graça e dos dons do Espírito (Gl 3: 2,5).

4a3. O ministério da justiça (2 Co 3: 9), que é a "palavra da justiça"; (Hb 5:13; Rm 1:17) assim chamado porque é aí que é "revelada a justiça de Deus de fé em fé;" a doutrina maior e principal é a justificação pela justiça de Cristo (Atos 13: 39).

4a4. O ministério da reconciliação (2 Coríntios 5:18), chamado "a palavra da reconciliação" (2 Co 5:19), que não é outro senão o evangelho da paz.A palavra anunciadora da paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos (Ef 6,15;Atos 10:36), não propõe aos homens fazer as pazes com Deus, mas declara que a paz é feita pelo sangue de Cristo e que a reconciliação, expiação e satisfação para o pecado são feitas pelo sofrimento, morte e sacrifício de Cristo.

4b. Em segundo lugar, o que da pregação pode ser aprendido com os ministros de Cristo e qual o tema de suas ministrações. Como,

4b1. O evangelho: eles são ministros do evangelho; sua comissão é pregar o evangelho; a eles o evangelho do Deus bendito é confiado. Há um ai sobre eles se não pregá-lo. O mesmo é chamado,

4b1a. O evangelho da graça de Deus (Atos 20:24), sendo uma declaração da graça e do favor de Deus em Cristo, a salvação é inteiramente de graça e não por obras do início ao fim.Os temas do ministério evangélico são a "eleição da graça", a justificação "livremente pela graça de Deus"; o perdão dos pecados, segundo“as riquezas da graça"; a adoção pelo amor maravilhoso de Deus e a vida eterna que é um o dom da livre graça de Deus por meio de Cristo.

4b1b. É muitas vezes chamado o evangelho de Cristo, palavra de Cristo e doutrina de Cristo, pois trata de sua pessoa como o Filho de Deus; de seus ofícios como mediador, Profeta, Sacerdote e Rei, da graça que há nele e das bênçãos da graça que vêm por ele.Quem não traz esta doutrina não deve ser recebido e encorajado (2 João 5: 9, 10).

4b1c. O evangelho da salvação, a palavra da salvação e a própria salvação é uma obra da salvação de Cristo; é a palavra fiel e digna de toda a aceitação, pela qual Cristo veio ao mundo para salvar o maior dos pecadores; ele declara que não há salvação sem ele e em nenhum outro e que todo aquele que nele crê será salvo.Isto é o que todo fiel ministro deve pregar e o que cada pecador sensato deve ouvir.
4b2. Cristo e este crucificado são o assunto, a soma e a substância do ministério evangélico; "Nós pregamos a Cristo crucificado"; esta é a pregação ou a doutrina da cruz; a doutrina da salvação por Cristo crucificado; da paz pelo sangue da sua cruz; da reconciliação dos eleitos de Deus em um corpo pela cruz; da expiação e expiação de seus pecados por seus sofrimentos e morte.Este era o único assunto que o apóstolo Paulo queria saber em seu ministério (1Co 1:23; 2:2).

4c. Em terceiro lugar, o ministério da palavra em tudo deve dizer respeito à doutrina. Em geral é necessário que ele contenha as palavras da fé e da sã doutrina; que seja o modelo das sãs palavras que não podem ser condenadas; que convenha à sã doutrina e seja saudável e salutar às sãs palavras de nosso Senhor Jesus.Em tudo ele deve ser contrário as doutrinas insalubres, falsas doutrinas, que comem como um cancro. A sã doutrina é tal como as Escrituras,"útil para o ensino", onde toda doutrina deve ser obtida, provada e confirmada, segundo o qual todos os ministros da palavra retiram seus ensinos (Is8:20).É por essa regra que cada ouvinte deve julgar válido ou insalubreo que ouve, tal como fizeram os bereanos (Atos 17:11).A doutrina entregue no ministério da palavra deve ser a mesma que foi pregada por Cristo e seus apóstolos; os primeiros cristãos perseveravam "na doutrina dos apóstolos"; e, de fato, se qualquer outra doutrina é pregada, não deve ser recebida (Gl 1:8-9).Esta é a doutrina que é "segundo a piedade;" que ensina, incentiva, promove e fortalece, tais como fazem a doutrina da eleição, da justificação pela justiça de Cristo, do perdão total dos pecados pelo seu sangue e da perseverança final dos santos.Embora sejam consideradas por alguns como doutrinas licenciosas, elas restringem os homens a viver para Cristo que por eles morreu e ressuscitou, e para a qual todos os ministros do evangelho devem ter cuidado; este é o conselho do apóstolo a Timóteo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina" (1Tm 4:16); que seja pura e incorrupta, agradável com as escrituras, a mesma com a doutrina de Cristo e seus apóstolos , que promova a santidade de vida e conversa.

4d. Em quarto lugar, o ministério da palavra leva- nos a diversos deveres da religião que devem ser sempre incentivados. Os santos devem ser exortados ao exercício deles em princípios e motivações evangélicas.Eles devem ser ensinados a observar tudo o que Cristo ordenou, toda autoridade dele e todos os deveres, tanto no que diz respeito a Deus como aos homens; esses deveres devem ser incutidos em suas mentes a fim de que estejam prontos para toda boa obra, cuidando de mantê-las para usos necessários.Todos os deveres públicos e privados, pessoais, familiares e domésticos, bem como todas as doutrinas, devem ser incutidos durante todo o curso do ministério evangélico.

5. A maneira pela qual o trabalho do ministério deve ser realizado pode ser observada a seguir. E,

5a. Deve ser feita de forma diligente e constante, com grande assiduidade e perseverança, "a tempo e fora de tempo" (2Tm 4:2). O apóstolo menciona várias doutrinas importantes do evangelho e assim exige de Tito: "Isto quero que deveras afirmes” pública e privadamente, de casa em casa, como ele fez (Tito 3:8; Atos 20:20).

5b. Com muita ousadia e perspicácia (2 Co 3:12; 4:2), entregando a verdade de uma forma clara e aberta, sem disfarce; não usando expressões ambíguas, frases de um significado duvidoso ou duplo e um jargão incompreensível de palavras; mas uma linguagem simples e fácil de ser compreendida por aqueles da capacidade média; não sem base e sórdida, mas acima de desprezo; deve ser falada, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras do Espírito Santo, em linguagem da escritura, ou o que esteja em conformidade com ela.

5c. Total e completamente; que é feito quando toda verdade é pregada e nada é escondido ou omitido; quando nada que seja rentável é mantido de volta e todo o conselho de Deus é declarado; quando é pregado "totalmente", como fora pelo apóstolo Paulo quando da"confirmação plena do ministério"que ele receberado Senhor Jesus em cada uma das partes e ramos (Rm15:19; 2 Tm 4:5; Cl 4:17).

5d. Fielmente (Jr 23:28); os ministros são administradores dos mistérios de Deus e da sua graça e "o que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel", bem como sábio (1Co 4:1-2; Lucas 12:42).Personagem mais ilustre não pode bem ser encontrado do que Tíquico, que era um "irmão amado, e fiel ministro do Senhor”.Nada pode ser mais desejável nem honrável do que ouvir do próprio Cristo no último dia: "Bem está, servo bom e fiel!" (Ef6:21; Mateus 25:21, 23).

5e. Atenciosamente; entregando "o genuíno leite espiritual da palavra"; não a corrompendo; não usando quaisquer métodos engenhosos para colorir as coisas, colocando um falso brilho sobre elas; mas expondo a verdade à opinião pública em sua simplicidade nativa, sem quaisquer fins sinistros e pontos de vista egoístas; sem disputas e contendas, mas de boa vontade, para a glória de Cristo e o bem-estar das almas imortais (2 Co 2:17, 4:2; 1:15;Fl 1:15-16).

5f. Fervorosamente; diz-se de Apolo, que "sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor" (Atos 18:25).O apóstolo Paulo servia a Deus "com o seu espírito, no evangelho de seu Filho"; ou seja, todo o seu coração e alma foram engajados no ministério dele (Rm. 1:9).

5g. O evangelho e as verdades do mesmo devem ser ministrados com certeza e não com dúvidas.Existe tal coisa como "a plenitude da inteligência" nos cristãos em particular (Cl 2: 2), muito mais deve ser em ministros da palavra que não devem ter medo de ser contados como dogmáticos; eles devem ser assim; ou seja, eles devem estar um nível acima, plenamente convictos das verdades que eles fornecem aos outros: "Nós acreditamos e temos a certeza que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", disseram os apóstolos de Cristo; e assim com relação a todas as outras verdades: "Nós acreditamos, e, portanto, falamos" com certeza e confiança (2 Tm 3:4; João 6:69; 2 Coríntios 4:13).

5h. E assim eles não só podem, mas devem, "falar dele livremente, como eles deveriam falar", sem o medo de homens, o que traz um laço; não buscando satisfazê-los, pois em seguida eles não seriam servos de Cristo.Assim os apóstolos, não intimidados com as ameaças de homens, as perseguições dos homens ímpios e a oposição dos falsos mestres, tinham "a confiança em seu Deus para falar o evangelho com grande combate" (Ef 6:19,20; 1 Tessalonicenses 2:2,4).

5i. O evangelho deve ser pregado de forma consistente; ele deve ser uniforme e de um só tipo; nenhuma contradição deve haver nele.A "trombeta" não deve dar "um som incerto, caso contrário ela irá levar a uma grande confusão nas mentes daqueles que a ouvem e jogá-los na maior perplexidade, sem saber no que acreditar.

5j. A palavra deve ser ministrada com sabedoria; os ministros devem ser sábios, bem como fieis para dar a cada um a sua parte no devido tempo; eles devem estudar para que sejam homens hábeis, que manejam bem a palavra da verdade; é exigido que eles tenham uma linguagem sabia para falar uma palavra ao que está cansado: "o que ganha almas é sábio"; e sendo "astuto", diz o apóstolo, ele "apanhou os coríntios com dolo", não como um pecador, mas de maneira louvável e recomendável.

6. A utilidade do ministério público da palavra pode ser considerada a seguir. E,

6a. Em geral seu uso é para a expansão do interesse de Cristo no mundo. Foi por meio do evangelho pregado a todas as nações em todo o mundo que o reino de Cristo se espalhou por toda parte; não só na Judéia, onde o evangelho foi pregado em primeiro lugar, mas em todo mundo uma multidão de gentios foi convertida, e igrejas foram criadas em todos os lugares. O cristianismo triunfou, e o paganismo foi abolido. Juliano, o Apóstata, observando isso, em imitação dos cristãos, e pensando dessa forma em aumentar e estabelecer o paganismo, instituiu palestras e exposições de dogmas pagãos, respeitando tanto a moralidade e as coisas mais abstrusas, orações públicas, cantando em horário específico, em templos pagãos [6].

6b. O ministério da palavra é para a conversão dos pecadores; sem isso as igrejas não aumentariam nem estariam verdadeiramente estabelecidas, uma vez que seriam falhas em suas funções.Todavia a mão do Senhor está com seus ministros, muitos em todas as épocas crêem no Senhor, são adicionados às igrejas e lá são mantidos e preservados.Desse modo é necessário que os ministros da palavra exponham com propriedade a condição e a natureza perdida e miserável dos homens, o perigo que correm, a necessidade de regeneração, de arrependimento, de uma justiça melhor do que as suas próprias e da fé em Cristo.Os homens são abençoados com essas coisas quando voltam das trevas para a luz,do poder de Satanás para Deus.

6c. Outra utilidade é "o aperfeiçoamento dos santos", o preenchimento do número dos eleitos, na chamada eficaz daqueles que são santificados ou separados por Deus, o Pai, por esse ato eterno Seu ao escolhê-los em Cristo; ou "para a junção dos santos"- como pode ser entendido- que estavam desgarrados e dispersos pela queda de Adão; estes são reunidos pelo ministério da palavra de modo que ninguém venha a perecer, mas todos cheguem ao arrependimento, sejam inseridos no corpo da igreja e apresentem-se perfeitos em Cristo Jesus.Por isso, depois disso e anterior ao que se segue, a frase para a obra do ministério é colocada, apontando esta dupla utilização, como para o aperfeiçoamento dos santos; assim,

6d. "Para a edificação do corpo de Cristo" (Ef4:12), isto é, a sua igreja; pois é por meio da palavra que se faz o aumento para a edificação de si mesmo em amor (Ef. 4:16).Portanto, as igrejas na Judéia, Samaria e Galiléia tiveram o descanso e a paz, foram abençoadas com o ministério do evangelho e "edificadas” em sua santíssima fé, como os indivíduos são (Atos 9:31; 1 Co 14: 3).

6e. O principal fim e uso do mesmo para o qual todos os outros convergem é a glória de Deus; esse deveria ser principalmente o objetivo de sua execução (1 Pedro 4:11).


NOTAS:
[1] Vid. PoliSynopsininlocetalioscriticos, Zegerum, Drusium, & c.
[2] WitsiiAegyptiac. l. 2. c. 15. s. 5. p. 179.
[3] MorehNevochim, par. 2. c. 39.
[4] wykynx "Catechumenossuos," Drusius.
[5] Quod Omnis Probus, p. 877.
[6] oratNazianzeno. 3. adv. Julian. p. 101, 102. Sozomen, Ecl. Hist. l. 5. c. 16.


Tradução: Luciano de Oliveira
Fonte: Providence BaptistMinistries
Revisão: Rafael Abreu




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