quinta-feira, 19 de junho de 2014

O Pacto Solene de Southwark (Horse-lie-down) na Igreja, 1689.

Batistas Particulares, séc. XVII
[Nota: Nem todos os batistas particulares do século 17 concordaram com o uso dos pactos pela Igreja]

"Nós desejamos caminhar juntos no temor do Senhor, e com a assistência do Espírito Santo professamos nossa profunda humilhação e seriedade para com todas as nossas transgressões.

Nós  solenemente, na presença de Deus e uns dos outros, reconhecendo nossa própria indignidade, resolvemos nos dar  ao Senhor  em um estado da igreja, de acordo com a constituição apostólica, para que Ele possa ser o nosso Deus e nós  o seu povo através da aliança eterna de Sua livre graça, fora da qual não esperamos ser  aceitos por Ele; através de Seu bendito Filho Jesus Cristo, a quem nós consideramos ser nosso Sumo Sacerdote para justificar e santificar-nos; nosso Profeta para nos ensinar a  submeter a Ele como nosso Legislador; nosso  Rei  para andarmos  em conformidade com todas as Suas leis e ordenanças sagradas, visando nosso crescimento, estabelecimento e consolação; para que possamos ser como uma esposa santa para Ele, servindo-o em nossa geração  e esperando por Sua segunda aparição como nosso glorioso Noivo.

Nós  prometemos manter a comunhão das igrejas e a  verdade da graça em boa medida entre nós; prometemos nos juntarmos  solenemente em uma união santa  de companheirismo, humildemente nos submetendo  à disciplina do Evangelho  e  a todas as santas funções exigidas de um povo em uma relação tão espiritual.

1. Nós prometemos  andar em toda a santidade, piedade, humildade e amor fraterno, tanto quanto em nós seja possível tornar nossa comunhão agradável a Deus, confortável para nós mesmos  e graciosa para o resto do povo do Senhor.

2. Nós prometemos vigiar as conversas uns  dos outros  e  não suportar os pecados uns dos outros na medida em que  Deus há de revelá-los  para nós ou a qualquer um de nós; prometemos estimular um  ao outro em amor e às boas obras; prometemos advertir, repreender e admoestar uns aos outros com mansidão, segundo  as regras deixadas a nós por Cristo.

3. Nós prometemos de uma maneira especial orar uns pelos outros, para a glória e aumento da igreja e para a presença de Deus nela, para o derramamento do Seu Espírito sobre ela , protegendo-a  para Sua glória.

4. Nós prometemos suportar  as cargas uns dos outros a fim de  nos unirmos  um ao outro  com sentimento de companheirismo, em toda ou qualquer  condição , como Deus em sua providência cuida de nós com  um sentimento de companheirismo.

5. Nós prometemos suportar as fraquezas, as falhas uns dos outros com muita ternura, não  as evidenciando a nenhuma pessoa que  esteja fora  ou  dentro da igreja , exceto ,neste caso, se  não estiver  de acordo com a regra de Cristo  e a ordem do Evangelho  .

6. Nós prometemos  nos esforçar em conjunto pela  verdade do Evangelho e  pela pureza da administração das ordenanças de Deus, a fim de evitar os motivos  e  os causadores de divisão, procurando guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. [Efésios 4:3].

7. Nós prometemos nos reunir  no Dia do Senhor  e em outros momentos, conforme o Senhor nos dará oportunidades,  para servir e glorificar a Deus no caminho da Sua adoração, para edificar um ao outro  e contribuir para  o bem de sua igreja.

8. Nós prometemos de acordo com a nossa capacidade (ou como Deus nos abençoa com as coisas boas deste mundo) sustentar  nosso pastor ou ministro, visto que Deus ordenou que os que pregam o evangelho, que vivam do Evangelho. (Agora  nada pode estabelecer uma obrigação maior na consciência do que esta aliança, qual então o pecado daquele  que a violar?)

Estas e todas as outras obrigações  do Evangelho nos submetemos humildemente ;  prometemos realizá-las , não segundo nossa  própria força, sendo conscientes de nossa própria fraqueza, mas no poder e na força do Deus bendito, de quem somos e  a quem queremos servir. A Ele  seja a glória agora e para sempre. Amém ".


Fonte: The Reformed Reader
Tradução:Luciano de Oliveira

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