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| Batistas Particulares, séc. XVII |
[Nota: Nem todos os batistas particulares do século 17
concordaram com o uso dos pactos pela Igreja]
"Nós desejamos caminhar juntos no temor do Senhor, e
com a assistência do Espírito Santo professamos nossa profunda humilhação e
seriedade para com todas as nossas transgressões.
Nós solenemente, na
presença de Deus e uns dos outros, reconhecendo nossa própria indignidade, resolvemos
nos dar ao Senhor em um estado da igreja, de acordo com a
constituição apostólica, para que Ele possa ser o nosso Deus e nós o seu povo através da aliança eterna de Sua
livre graça, fora da qual não esperamos ser aceitos por Ele; através de Seu bendito Filho
Jesus Cristo, a quem nós consideramos ser nosso Sumo Sacerdote para justificar
e santificar-nos; nosso Profeta para nos ensinar a submeter a Ele como nosso Legislador; nosso Rei para andarmos em conformidade com todas as Suas leis e
ordenanças sagradas, visando nosso crescimento, estabelecimento e consolação;
para que possamos ser como uma esposa santa para Ele, servindo-o em nossa
geração e esperando por Sua segunda
aparição como nosso glorioso Noivo.
Nós prometemos manter
a comunhão das igrejas e a verdade da
graça em boa medida entre nós; prometemos nos juntarmos solenemente em uma união santa de companheirismo, humildemente nos
submetendo à disciplina do Evangelho e a todas
as santas funções exigidas de um povo em uma relação tão espiritual.
1. Nós prometemos
andar em toda a santidade, piedade, humildade e amor fraterno, tanto
quanto em nós seja possível tornar nossa comunhão agradável a Deus, confortável
para nós mesmos e graciosa para o resto
do povo do Senhor.
2. Nós prometemos vigiar as conversas uns dos outros e não suportar
os pecados uns dos outros na medida em que Deus há de revelá-los para nós ou a qualquer um de nós; prometemos
estimular um ao outro em amor e às boas
obras; prometemos advertir, repreender e admoestar uns aos outros com mansidão,
segundo as regras deixadas a nós por
Cristo.
3. Nós prometemos de uma maneira especial orar uns pelos
outros, para a glória e aumento da igreja e para a presença de Deus nela, para o
derramamento do Seu Espírito sobre ela , protegendo-a para Sua glória.
4. Nós prometemos suportar as cargas uns dos outros a fim de nos unirmos um ao outro com sentimento de companheirismo, em toda ou
qualquer condição , como Deus em sua
providência cuida de nós com um
sentimento de companheirismo.
5. Nós prometemos suportar as fraquezas, as falhas uns dos
outros com muita ternura, não as
evidenciando a nenhuma pessoa que esteja
fora ou dentro da igreja , exceto ,neste caso, se não estiver de acordo com a regra de Cristo e a ordem do Evangelho .
6. Nós prometemos nos
esforçar em conjunto pela verdade do
Evangelho e pela pureza da administração
das ordenanças de Deus, a fim de evitar os motivos e os causadores
de divisão, procurando guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
[Efésios 4:3].
7. Nós prometemos nos reunir no Dia do Senhor e em outros momentos, conforme o Senhor nos
dará oportunidades, para servir e
glorificar a Deus no caminho da Sua adoração, para edificar um ao outro e contribuir para o bem de sua igreja.
8. Nós prometemos de acordo com a nossa capacidade (ou como
Deus nos abençoa com as coisas boas deste mundo) sustentar nosso pastor ou ministro, visto que Deus
ordenou que os que pregam o evangelho, que vivam do Evangelho. (Agora nada pode estabelecer uma obrigação maior na
consciência do que esta aliança, qual então o pecado daquele que a violar?)
Estas e todas as outras obrigações do Evangelho nos submetemos humildemente ; prometemos realizá-las , não segundo nossa própria força, sendo conscientes de nossa
própria fraqueza, mas no poder e na força do Deus bendito, de quem somos e a quem queremos servir. A Ele seja a glória agora e para sempre. Amém
".
Fonte: The Reformed Reader

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