A oração é uma parte
principal da armadura espiritual dos santos. Apesar de ser mencionada por
último (Ef 6:18) , tem sido muitas vezes de uso contra inimigos temporais e para a obtenção de vitória sobre eles ;
como as orações de Asa , Josafá e outros
demonstram ( 2 Crônicas 14:11-12; 20:3-5,22) . Relata-se de Maria, rainha dos escoceses,
que temia a oração de John Knox, um eminente ministro, mais do que um exército
de vinte mil homens. A oração é de uso do povo de Deus para a derrota dos
inimigos espirituais. Satanás muitas vezes sentiu a força desta arma; resista ao
diabo, pela fé em oração, e ele fugirá de vós. Quando o apóstolo Paulo foi
fustigado e angustiado pelo diabo, ele recorreu a oração; suplicou ao Senhor
três vezes que a tentação pudesse se afastar
dele; e teve por resposta : "A minha graça te basta". Na verdade, já
que esta parte da armadura cristã é gerida, por isso vai com o santo, a favor
ou contra ele. Na guerra entre Israel e os amalequitas , quando Moisés erguia
as mãos - um emblema de oração vigorosa - Israel prevalecia ; mas quando ele
abaixava as mãos , em sinal de desleixo na oração, prevalecia Amaleque . A
oração tem um grande poder e prevalência com Deus para a remoção ou prevenção
de males e para a obtenção de bênçãos.
Jacó tinha o nome de Israel, pois, como
um príncipe, ele tinha poder com Deus e prevalecia, ou seja, pela oração e
súplica (Gênesis 32:26, 28; ver Oséias 12:3-4). Elias orou fervorosamente e a
sua oração foi proveitosa e eficaz (Tiago 5:16-18 ) . A oração é a respiração
de uma alma regenerada; assim que uma criança nasce para o mundo, ela chora; do
mesmo modo uma alma que é nascida de
novo, ora . Observa-se de Saulo depois de sua conversão : "Eis que ele está orando
! " Onde há vida, há respiração ; onde há vida espiritual , há sopros
espirituais ; tais almas respiram depois de Deus , como o cervo anseia pelas
correntes da água. A oração é a fala da alma a Deus [1]; ao conversar com ele ,
grande parte da sua comunhão se encontra. A oração é uma petição a Deus em nome
de Cristo, e por meio dele, como o Mediador, sob a influência e pela
assistência do Espírito de Deus, na fé e na sinceridade das nossas almas, para as
coisas que estamos necessitando e que serão atendidas segundo a sua vontade.
Agora, porém , é a oração pública , ou a oração como uma ordenança pública na
igreja de Deus que pretendo tratar ; no entanto eu devo
1. Tomar nota dos vários
tipos de oração que levará a isso, pois há muitos tipos de oração.
1a.Há a oração mental ou
oração no coração; de fato é no coração que a oração deve começar primeiro ;
assim Davi dispôs seu coração para orar ( 2 Sm 7:2 ). A oração eficaz e
fervorosa de um homem justo é composta no coração pelo Espírito de Deus (Tiago
5:16). Esse tipo de oração era a de Moisés no Mar Vermelho quando o Senhor lhe disse: " Por que
clamas a mim? Também deste tipo fora a oração de Ana : " Ela falou em seu
coração " (1 Sm 1:13) . A oração mental ou no coração, que é um tiro de dardos de um arco, pode ser feita a
Deus de maneira rápida mesmo sem o movimento dos lábios. Ela pode ser realizada
no meio dos afazeres públicos e do
trabalho como fora a oração de Neemias na presença do rei (Neemias 2:4-5). Tal
oração Deus toma conhecimento e ouve, segundo um antigo escritor [2] observa:
" Embora não abramos nossos lábios, quando oramos em silêncio, Deus ouve a
nossa voz interior " ou a oração para ele concebida na mente .
1b. Há a oração que é
audível e vocal. Alguns orações, embora sejam audíveis, são expressas por sons
inarticulados, como “ gemidos inexprimíveis "; todavia Deus sabe e entende
perfeitamente a língua de um gemido, pois a ouve e responde . De todo modo não é
a esse tipo de oração vocal, mas a expressa por palavras articuladas, em
linguagem a ser ouvida e compreendida pelos homens, bem como pelo Senhor "Eu chorei ao Senhor com a minha voz ...” (Salmos 3:4; 5:2-3) que a igreja é dirigida (Oséias
14:2 ) .
1c. Há a oração privada, em
que um homem ora sozinho para o Senhor (Mateus 6:6); um exemplo disso temos
em Cristo (Mateus 14:23; ver também o exemplo em Pedro , Atos 10:9) .
1d. Há oração social em que
poucos ou mais se unem, a respeito do qual o Senhor a incentiva quando diz:
"Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí eu estarei no meio
deles" (Mateus 18:19-20). Um exemplo dessa oração social está em Atos
20:36 e é esta oração social que o apóstolo Judas reporta (Judas 1:20).
1e. Há a oração familiar,
realizada pelo chefe da família com todos os seus. Josué deu um exemplo nobre
de adoração em família (Josué 24:15); outros exemplos temos de Davi (2 Sm 6:20)
e até mesmo de Cornélio, o centurião romano , antes de se familiarizar com o
Cristianismo ( Atos 10:2,30). Uma prática contrária a essa é odiada por Deus, fazendo
com que sua ira e fúria caiam sobre as famílias que não invocam o seu nome (Jr
10:25). A oração em família é essencial, uma vez que a misericórdia divina é
diariamente necessária elas; portanto, esse tipo de prática não deve nunca ser negligenciada.
1f. Há a oração pública
realizada nas sociedades e comunidades de homens que se reúnem juntos no culto
público. A oração sempre foi uma parte dele.
1f1. Em primeiro lugar, esta
parte do culto divino foi criada nos dias de Enos , pois " então os homens
começaram a invocar o nome do Senhor"; isto é, para orar no nome dele , conforme
está parafraseado no Targum [3] de Gênesis 4:26. Agora não apenas alguns bons
homens se reuniam para orar, mas muitas
pessoas com as suas famílias cada vez mais numerosas e maiores se juntavam no
exercício da adoração pública, e isso em particular continuou durante o estado
patriarcal.
1f2. Em segundo lugar, sob a
dispensação mosaica, enquanto o tabernáculo estava em pé, esta prática foi
utilizada. O tabernáculo era chamado de a “tenda da congregação”, porque como
observa Munster , lá a congregação de Israel se reunia para orar e sacrificar
(Ex 27:21 ) . Além disso havia um outro tabernáculo temporário, chamado pelo
mesmo nome, que Moisés armou fora do arraial (Ex 33:7 ).Segundo o Targum de Jonathan, esse tabernáculo não só
era um lugar para a educação doutrinária, mas também era onde todos os que verdadeiramente se arrependiam
dos seus pecados, confessavam-nos e pediam perdão por eles.
1f3. Em terceiro lugar, no
primeiro e segundo templos a oração
pública era uma parte do culto divino. Salomão na dedicação do primeiro templo orou
em público com todo o Israel presente. Tempos depois o templo era um lugar onde
as pessoas iam para orar e fazer súplicas. Lá Josafá em pé orava e toda a congregação de Judá e de Jerusalém
com ele. O templo também era chamado de " casa de oração " (Isaías
56:7 ). Do mesmo modo no segundo templo era costume se fazer oração no mesmo.
Lemos a respeito de dois homens subindo ao templo para orar (Lucas 18:10; veja
Atos 3:1). Era comum pessoas serem empregadas em oração no momento em que o
incenso era oferecido ; por isso, enquanto Zacarias estava queimando incenso no
templo, as pessoas estavam orando ( ver Lucas 1:9-10 ). Portanto, a oração é
comparada ao incenso, e as orações dos santos são chamadas de fragrância a ser
oferecida com muito incenso (Sl 141:2 ; Ap 8: 3-4). Agatharcides [4], um
escritor pagão , testemunha que os judeus mantinham o sétimo dia como um
descanso do trabalho enquanto o templo estava de pé, não fazendo nada naquele
dia, mas que ficavam apenas no templo, estendendo suas mãos em oração até à tarde.
Deve ser observado que havia um grupo de homens em Jerusalém chamados de
"homens estacionários", funcionários da lei e da oração, que
representava pessoas do povo de israel que não podiam comparecer ao templo no
momento do sacrifício [5] .
1f4. Em quarto lugar, a
oração pública era uma parte da adoração na sinagoga; o que pode ser aprendido a
partir das palavras de Nosso Senhor sobre os hipócritas que gostavam de “orar
em pé nas sinagogas ", onde eles podiam ser vistos e ouvidos pelos homens
(Mateus 6:5 ). Os judeus em geral têm uma grande noção de oração pública como sendo
sempre ouvida e que, portanto, os homens devem sempre se juntar com a
congregação e não orar sozinho; devem estar de manhã e à noite na sinagoga, uma
vez que nenhuma oração é ouvida de outro modo. Mas o que seria o colocar-se em sinagoga
[6]? Eles dizem que em qualquer casa onde caiba dez israelitas reunidos em cada
momento de oração, esse lugar é chamado de sinagoga [7], embora outros pensem que
a antiga sinagoga ou oratório era qualquer local onde se costumava fazer
orações. Paulo e Silas, quando estavam em Felipos, pregaram àqueles que ali se
refugiavam para oração. Em um desses lugares, pensa-se que nosso Senhor continuou
a noite inteira orando (Atos 16:13; Lucas 6:12 ). Segundo Philo [8] e Josephus
[9] era um costume antigo os judeus se reunirem nesses locais, especialmente no
sábado, para instrução e oração.
1f5. Em quinto lugar, sob a
dispensação do Novo Testamento, a oração sempre foi uma parte do culto público
nas várias igrejas. Na igreja de Jerusalém, a primeira igreja cristã, quando os
discípulos voltaram para lá depois da ascensão de nosso Senhor , eles continuaram
em “oração e súplica" com as mulheres e outros. Observa-se que eles
perseveravam nas orações públicas da Igreja sempre que se encontravam. Foi a
esta parte do culto público bem como para o ministério da palavra que os
apóstolos se davam continuamente (Atos 1:14; 2:42;4:31;6:4). Orações sem cessar
foram feitas a Pedro pela igreja quando
ele estava preso; sendo o pedido prontamente atendido (Atos 12:5 ). Na igreja
em Corinto, a oração pública era uma parte do culto divino, pois é em relação a
ela que o apóstolo dá instruções aos homens e mulheres de como eles deveriam
participar dessa parte do serviço público: o homem deveria está com a cabeça
descoberta e a mulher com a cabeça coberta (1 Coríntios 11:4- 5). Também é com
relação à prática da oração em público que o apóstolo diz: "Orarei com o espírito...
(1 Coríntios 14:15,16,19). As várias direções e exortações às igrejas para
atender ao dever da oração não são dadas apenas a indivíduos em particular, mas
também aos homens reunidos em assembléia para esse serviço (Ef 6:18; Fl 4:6; Cl 4:2; 1
Tessalonicenses 5:17) . A oração pública, predita aos tempos do evangelho, parece
ser a que se refere essencialmente o apóstolo
( 1 Tm 2:1,2,8; Malaquias 1:11). Essa prática iniciada nos primeiros tempos do
cristianismo ainda continua nas
assembléias cristãs.Justino Mártir diz [ 10] que depois da leitura e pregação
das Escrituras todos se levantam e fazem orações. Após a administração da ceia
, ele observa que o pastor da igreja, de
acordo com sua capacidade, faz orações e todas as pessoas em voz alta respondem
"Amém ". Tertuliano [11] diz: " Nós nos reunimos na congregação
com as mãos levantadas a Deus em sentido de gratidão; também oramos pelos
imperadores , por seus ministros ... " A partir de Justino , bem como de Orígenes,
Cipriano, e outros, nós aprendemos, que a posição dos antigos na oração pública
era "em pé”. Tertuliano [12] diz: " Achamos ilegal jejuar no dia do
Senhor ou adorá-lo de joelhos.” Fora
ordenado pelo Conselho de Nicéia que, “embora houvesse alguns que dobrassem
seus joelhos, parecia certo ao sínodo que eles deveriam desempenhar as suas
orações em pé." Agora que o meu assunto é a oração pública , mas como toda
a oração concorda quanto ao objeto, à matéria, à forma, às pessoas e coisas que
receberão orações , continuo a considerar,
2 O objeto da oração ; o que
não é uma mera criatura animada ou inanimada; é um absurdo dos mais grosseiros atribuir
a uma imagem de madeira ou escultura poder de salvar àqueles que as rogam. Os
ídolos de ouro e prata, obras das mãos dos homens, que não podem falar, ver,
nem ouvir, são incapazes de ajudar ou conceder qualquer favor a seus devotos. A
oração também não pode ser feita aos santos que partiram, pois os mortos não
sabem nada dos assuntos dos homens neste mundo ; nem podem ajudar a eles; seus
filhos recebem honras, mas eles não sabem disso ; são humilhados , mas não percebidos
por eles. Abraão nada sabia de seus filhos, e Israel não lhes reconhecia. É
perda de tempo orar aos santos que já partiram. Nem anjos, que sempre recusam a
adoração dos homens, devem ser objeto da oração. O anjo invocado por Jacó não
era um ser criado, mas incriado (Gn 48:16 ) . Só Deus é e deve ser objeto da
oração. “A minha oração, dizia Davi ,
será para o Deus da minha vida", que dá a vida e a respiração a todos; ele
defende suas almas que nele vivem, se movimentam
e têm o seu ser ; Ele é o Pai das misericórdias e Deus de toda a graça; é Ele
quem dá bênçãos temporais e espirituais; vem dele toda boa dádiva e dom perfeito; ele ouve
as orações de seu povo; só ele conhece
os homens e os seus desejos e só ele é
capaz de ajudá-los ; Ele é Deus todo-suficiente , não precisa de nada para si
mesmo e tem o suficiente para todas as suas criaturas ; ele é um Deus de perto
e de longe e está próximo a todos os que o invocam ; é um auxílio presente em
tempo de necessidade ; ele é bom para todos e as suas misericórdias são sobre
todas as suas obras ; ele é misericordioso e compassivo , abundante em bondade
e verdade. Todos que fazem com que ele seja um objeto próprio da oração devem incentivar os homens a direcionar suas orações
a ele.
Deus em suas três pessoas é
o objeto próprio da oração; Pai, Filho e Espírito, único e verdadeiro Deus, é o real objeto legal
da oração; todavia não é correto invocar
uma pessoa e excluir as demais. Como o Pai é uma Pessoa divina distinta na
Divindade, da qual temos casos em Efésios 1:16-17; 3:14-16, às vezes Ele é
invocado na oração individualmente, como distinto do Filho e do Espírito :
" Se invocais por Pai " (1
Pedro 1:17 ). A segunda Pessoa, o Filho de Deus, é dito ser invocado por todos
os santos em todos os lugares (Atos 9:14; 1 Coríntios 1:2). Ele é por vezes
isoladamente chamado, como por Estevão na sua morte: "Senhor Jesus, recebe
o meu espírito!” e pelo apóstolo João quando da segunda vinda de Cristo: "Ora
vem, Senhor Jesus!” (Atos 7:59; Ap 22:20 ). Outras vezes a bênção e paz em
quase todas as cartas, o Filho é invocado juntamente com o Pai: “Deus nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1:7; et alli ). Para mostrar a igualdade do
Pai e do Filho, em muitas passagens o Filho é invocado antes do Pai e o Pai
depois do Filho (1 Ts 3:11; 2
Tessalonicenses 2:16). A terceira Pessoa, o Espírito de Deus, é também por
vezes isoladamente invocada como distinta do Pai e Filho ( 2 Tessalonicenses 3:5);
já a bênção da graça é feita invocando as três pessoas da Trindade (2 Coríntios
13:14 ; Ap 1:4- 5).
A primeira pessoa da
Divindade é geralmente abordada em oração sob o caráter de um Pai; assim Cristo
ensinou seus discípulos a orar: "Pai nosso, que estais nos céus...” e
sendo ele o Criador, o Pai dos espíritos, o autor da criação (Is 64:8 ) e pai
de Cristo, Ele é também nosso Pai (2 Coríntios 1:3; Ef 1:3). Agora, a razão
pela qual a oração é geralmente feita a ele, embora possa ser feita igualmente
a qualquer uma das outras duas pessoas, é por causa da prioridade da ordem que
ele tem; não de natureza, na divindade, pois ele não tem nenhuma obrigação a
desempenhar como as outras duas pessoas têm na oração.
Cristo é o Mediador pelo
qual nos aproximamos de Deus e oferecemos nossas orações a ele. Não há quem se
aproxime de Deus de outra forma. Deus é um fogo consumidor; a espada flamejante
da justiça se interpõe entre Deus e os pecadores. Não há nenhum homem, além de
Cristo, que possa interceder pelos pecadores. Ninguém pode chegar ao Pai senão
por ele ; ele abriu um caminho para ele através do véu de sua carne e por meio
de seu precioso sangue temos ousadia para entrar no santuário; através dele temos
acesso em um mesmo Espírito ao Pai; ele é o caminho da aceitação de Deus , bem
como de acesso a ele; é por ele que nós oferecemos o sacrifício de oração e
louvor que se torna aceitável a Deus
através do incenso de sua mediação. O estímulo à oração é tomado principalmente
dele ; bem como os fundamentos do trono da graça para as bênçãos da graça são
fundadas sobre a sua pessoa , sangue, justiça , sacrifício e intercessão. Pelo
fato de ele ser um advogado junto ao Pai por nós, propiciação pelos nossos
pecados e para que tenhamos tão grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus e está
sobre à casa de Deus - somos encorajados a chegar com confiança ao trono da
graça e nos aproximarmos com corações verdadeiros e plenamente convictos da
nossa fé (1 João 2:1-2 ;Hebreus 4:14,16;10:21-22) , crendo que tudo o que
pedimos no nome de Cristo ao Pai, ele nos
dará. Sim, o próprio Cristo " irá fazê-lo "; o que mostra sua
igualdade com o Pai e seu poder de fazer o que ele faz ( João 14:13 , 14,
16:23, 24).
O Espírito de Deus tem
também uma grande participação na oração; ele é o autor e editor dela; ele é o “Espírito
de graça e de súplicas” que forma isto no coração; portanto, ela é chamada de
" oração trabalhada”, pois o Espírito dá o sopro divino para que os santos
possam desejar as coisas espirituais ; sim, ele coloca palavras na boca dos santos
e os conduzem em toda a palavra ; ele incuti suas mente com bons sentimentos e
enche suas bocas com argumentos,
dando-lhes forças para suplicar a Deus ; ele ajuda-os em suas enfermidades ,
quando não sabem quando nem como orar ; Ele intercede por eles de acordo com a
vontade de Deus ; ele dá liberdade para eles quando estão tão quietos que não
podem se mexer ; onde ele está aí há liberdade ; Ele é o Espírito de adoção ,
dando testemunho a seus espíritos que eles são filhos de Deus ; ele lhes
permite ir a Deus como a seu Pai clamando Abba , Pai; com Espírito de convicção,
encoraja os santos a orar com fé e fervor . Moisés, simbolizando um santo em
luta contra os inimigos espirituais, quando orava por Israel na batalha contra
os amalequitas, fora colocada uma pedra sob suas mãos onde ele estava sentado, representando Cristo, a
Eben Ezer , a pedra da ajuda em tempo de necessidade ; Arão de um lado e Hur do
outro ajudavam a erguer as mãos de Moisés ; Arão, que era um tipo de Cristo cuja
mediação os santos são incentivados e apoiados na oração, por falar bem, era o
defensor e porta-voz do seu povo; Hur é um nome que significa liberdade e
aponta para o Espírito de Deus , que é um "espírito livre ", e como
tal sustenta e apóia os santos no exercício da graça e do cumprimento do dever.
O próximo a ser considerado são
3. As partes que compõem a
oração. O apóstolo, em Filipenses 4:6 usa quatro palavras para expressá-la, o
que é comumente pensado ser as partes da oração compreendidas sob o nome geral
de " pedidos " ou “petições”, “oração”, “súplica” e “ações de
graças". Ele também usa quatro palavras para isso [13 ] , com uma pequena
diferença em 1 Timóteo 2:1: " Súplicas , orações, intercessões e ações de
graça." Pelo que a mesma coisa pode ser representada com palavras
diferentes , de acordo com os diferentes aspectos que têm [ 14 ] ; todavia se
estes têm diferentes sentidos e são diferentes espécies ou partes da oração
[15] conforme especifica Orígenes, parece adequado que " súplica " seja
para algo de bom que necessitamos; “oração
" para coisas maiores , quando em grande perigo precisamos de libertação ;
" intercessão " se expressa com mais liberdade , familiaridade e fé,
com maior confiança de ter o que é pedido a Deus e " ação de graças"
é um reconhecimento das coisas boas obtidas de Deus pela oração. Mas para
continuar, e particularmente considerar as partes da oração , do que ela
consiste, eu gostaria de direcionar o assunto e o método, e não prescrever qualquer tipo de oração.
3a. A oração deve ser uma celebração
das perfeições divinas. É apropriado começá-la declarando o nome do Senhor a
quem oramos e atribuímos toda grandeza. Devemos iniciá-la citando os nomes de Deus,
seus títulos expressivos, sua natureza e a relação que ele tem com nós como
criaturas e novas criaturas. Devemos fazer menção de uma ou mais das suas
perfeições; isso pode servir para gerar em nós um maior temor e reverência a
ele, envolver nossos afetos a ele; fortalecer a nossa fé e confiança nele e aumentar a esperança de que nossa oração será ouvida e atendida por
ele, como antes observado. Também devemos na oração anunciar do Senhor sua
pureza , santidade, justiça, onisciência, onipotência, onipresença,
imutabilidade, fidelidade, amor, graça e misericórdia.
3b. Deve haver um reconhecimento
de nossa vileza e pecaminosidade, da nossa mesquinhez e indignidade em nós
mesmos diante de um Deus puro e santo, tendo em vista a depravação e a poluição
da nossa natureza e da nossa indignidade de ser admitidos em sua presença e
adorar o escabelo de seus pés. Quando falamos com o Senhor, como fez Abraão,
devemos reconhecer que somos apenas "pó e cinza"; não apenas
criaturas frágeis e mortais, mas pecadores e impuros. Devemos reconhecer, assim
como Jacó, que não somos "dignos da menor de todas as misericórdias"
nem de qualquer favor de Deus; portanto, não lançamos as nossas súplicas a ele
"por nossas justiças, mas por suas grandes misericórdias".
3c. Deve haver uma confissão
de pecado de nossa natureza, do pecado original, do pecado residente; dos pecados
de nossas vidas e ações; de nossas transgressões diárias à lei de Deus em
pensamento, palavra e ação. Esta tem sido a prática dos santos de todas as
épocas; de Davi, Daniel e outros (Sl 32:5, 51:3-5), e que é encorajada (1 João
1:9).
3d. Deve haver uma
depreciação de todos os males que nossos pecados merecem; por isso nosso Senhor
ensinou a seus discípulos a orar; "Livrai-nos de todo o mal". Este
parece ser o significado das orações dos santos quando oram pelo perdão dos
seus próprios pecados e dos outros [16], clamando a Deus que os livre do momento
de necessidade, seja ela de qual tipo for, remova sua mão que os afligem e pesa
sobre eles evitando esses males que
parecem ameaçá-los. Nesse sentido devemos entender muitas das petições de
Moisés, Jó, Salomão e outros (Ex 32:32; Nm 14:19-20; Jó 7:21;1 Rs 8:30-50).
3e. Outra parte ou ramo da
oração é uma petição para as coisas boas que necessitamos, as misericórdias
temporais, tais como, o respeito, o sustento de nossos corpos, o conforto, o apoio
e a preservação da vida; assim o Senhor nos ensinou a orar: "Dá-nos hoje o
nosso pão de cada dia"; isso inclui todas as necessidades da vida. A
oração de Agur com relação a isso é muito sábia e copiosa (Provérbios 30:7-9).
Bênçãos espirituais, apesar de colocadas em aliança, são para ser recebidas por
oração. É certo que tudo o que Deus prometeu em aliança será executado; logo podemos
ter esta confiança: tudo o que pedimos a Deus, segundo a sua vontade, nós teremos.
Todavia, mesmo havendo Deus prometido muitas coisas em aliança, somos todos
convidados a buscá-las em oração, pois "ainda por isso serei solicitado pela
casa de Israel para que lhos faça" (Ezequiel 36:37).
3f. A oração deve ser sempre
acompanhada com ações de graças; isso deve ser sempre uma parte dela; uma vez
que ao orar sempre pedimos por misericórdias, logo também precisamos de misericórdias
para agradecer (Ef 6:18; Fl 4:6).
3g. No final da oração é
adequado fazer uso de doxologias ou atribuições da glória de Deus. Há muitos
exemplos nas escrituras que podemos utilizar (Mateus 6:13; Ef 3:21; 1 Tm 1:17; Judas
1:24, 25; Apocalipse 1:5-6) e que servem para demonstrar a Deus nossa gratidão
a ele e nossa dependência e expectativa de receber dele aquilo pelo qual temos
orado. A oração deve ser concluída com a palavra "Amém"; essa palavra
é uma expressão da nossa concordância com o que foi orado, nossos desejos, vontades
para a realização dos mesmos e nossa firme e plena convicção do que temos pedido,
segundo a vontade de Deus, será atendido.
4. As pessoas que devem
receber oração é o próximo a ser considerado. Demônios de modo nenhum podem receber
oração, pois Deus não os poupou, nem forneceu um Salvador para eles, nem teve
qualquer misericórdia com eles. Todavia os homens vivos, e não mortos,
devem receber oração, pois depois da
morte vem o julgamento, quando o estado final dos homens é inevitavelmente fixado
e não há passagem de um estado a outro. Muito menos aqueles que pecaram o
pecado para a morte, o pecado imperdoável (1 João 5:16), mas aqueles que estão
mortos em pecados, pecadores não convertidos, podem receber oração (Rm 10:1). Podemos
orar por amigos não convertidos e por nossos filhos em um estado de natureza,
como Abraão fez para Ismael; e, especialmente, podemos orar com fé para a
conversão dos eleitos de Deus, como o próprio Senhor fez (João 17:20).É um
dever histórico orar "por todos os santos" de todos os países, de
qualquer denominação que sejam e em circunstâncias de qualquer natureza;
portanto, devemos orar a Deus como "Pai nosso" e deles, como o Pai de
todos nós, porquanto todos são seus filhos,
têm sua imagem, invocam seu nome
e são amados pelo Senhor Jesus. Especialmente
os ministros do evangelho devem receber oração para que possam pregar a palavra
com ousadia e fidelidade, pois a palavra do Senhor, ministrada por eles é para
ser glorificada, abençoada para a
conversão, conforto e edificação daqueles que o Senhor levantará e enviará para
trabalhar na sua vinha. Sim, devemos orar pelas autoridades, pelos magistrados
civis para que possam ser um terror para os malfeitores e louvor para os que fazem o bem. O tempo está chegando
em que os reis serão pais e as rainhas mães
para a igreja e o povo de Deus. Devemos orar para a paz e o bem-estar dos
habitantes de qualquer cidade ou país em que vivemos, uma vez que na paz nós
mesmos temos paz. Devemos orar por aqueles que querem nosso mal e nos perseguem;
isso fora ordenado por Cristo que nos deu o exemplo (Mateus 5:44; Lucas 23:44)
e por Estêvão quando orou por aqueles
que o apedrejavam (Atos 7:60).
5. A maneira pela qual a
oração é para ser realizada é digno de atenção.
5a. Isso deve ser feito
"com" ou "no Espírito"; "Orarei com o Espírito",
diz o apóstolo (1 Coríntios. 14:15) [17], que tanto pode significar o dom
extraordinário que ele e outros apóstolos tinham de falar várias línguas, o qual ele decidiu
fazer uso apenas quando pudesse ser compreendido pelos outros, ou o dom comum
do Espírito, a sua graça, influência e assistência que são necessários na
oração; é o mesmo que o apóstolo Judas chama de "orando no Espírito
Santo"; e o apóstolo Paulo, "súplica no Espírito" (Judas 1:20;
Ef 6:18). O interesse que o Espírito de Deus tem em oração e a necessidade que
há de sua graça e assistência na mesma, bem como a utilização dos mesmos, já
foram observados; todavia não se pode concluir a partir disso que os homens destituídos
do Espírito são dispensados da oração. A oração é um dever natural e obrigatório
para todos os homens, embora apenas os homens espirituais possam orar de uma
forma espiritual. Ainda que muitos não estejam sob a influência graciosa do
Espírito, de tal modo se encontrem destituídos do mesmo, devemos orar por eles a
fim de que "nosso Pai celestial dê
o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem". Quando os homens estão em
trevas e angústia, sem a luz da face de Deus, sem as comunicações da sua graça
e as influências de seu Espírito, nossa oração por eles deve ser mais constante
(Salmo 130: 1; Jn 2:2, 4,7).
5b. Ela deve ser realizada
"com o entendimento", como no local acima mencionado; com a
compreensão do objeto da oração, Deus em Cristo; ou de outro modo os homens vão
orar a um Deus desconhecido, sem a compreensão do caminho de acesso a ele,
Cristo, o Mediador entre Deus e o homem. A oração deve ser feita com uma
compreensão espiritual das coisas, tendo o entendimento iluminado pelo Espírito
de Deus, por quem somos ensinados a orar e como orar como deveríamos, sabendo
que aquilo que pedirmos de acordo com a sua vontade, teremos nossas petições
atendidas.
5c. Ela deve ser feita com
fé, sem a qual é impossível agradar a Deus, neste ou em qualquer outro dever; o
que pedimos, devemos "pedir com fé, em nada duvidando;" A
"oração com fé", segundo nosso Senhor, assegura todas as coisas que pedirmos
(Mateus 21:22).
5d. O Fervor de espírito é
requisito para a oração; devemos ser fervorosos no espírito, "servindo ao
Senhor" em todos os ramos do dever, pois "a oração fervorosa do justo
muito pode" (Tiago 5:16). A oração, que é comparada com o incenso, queima
docemente quando se acende o fogo do Espírito e a chama do amor; tal oração sincera,
fervorosa e insistente foi feita pela igreja por Pedro incessantemente. Nós
temos um exemplo de oração intensa e
fervorosa em nosso Senhor, cujas orações e súplicas eram com "forte
clamor" e lágrimas e, quando em agonia, orava com mais intensidade e fervor (Lucas 22:44; Hebreus 5:7).
5e. A oração deve ser dirigida
a Deus com sinceridade; ele não deve proceder de lábios enganosos, mas do
coração. Os homens devem se aproximar de Deus com corações verdadeiros, invocando-o
em verdade, isto é, na sinceridade de suas almas, pois quando eles não clamam a
ele com o coração, são contados senão
como uivando em suas camas (Oséias
7:14).
5f. Deve ser sempre feita
com submissão à vontade de Deus, como nosso Senhor fez quando orou tão
fervorosamente. Assim, quando queremos ter um favor atendido ou uma aflição
removida, ele nos torna a dizer: "seja feita a vossa vontade "(Lucas
22:42; Atos 21:14).
5g. Ela deve ser realizada
com assiduidade, vigilância e com toda a perseverança" (Ef 6:18) , no momento
adequado e apropriado de necessidade, com a assistência do Espírito, quando o Senhor
está perto de ser encontrado. O coração,
assim como o levantar das mãos; deve está elevado, distante de toda tentação, confiante
por uma resposta precisa aos seus pedidos."Pela manhã, diz Davi, apresentarei minha oração a
ti, e vigiarei"; e mais uma vez: "Escutarei o que Deus, o Senhor,
falar" (Sl 5:3; 85:8).
6 O tempo, a continuidade e a
duração da oração devem ser “constantes”; daí o motivo das exortações: “orando
em todo tempo(Efésios 6:18), "Perseverai em oração”, “Orai sem
cessar" (Cl 4:2; 1 Tessalonicenses 5:17). Não que os homens devam estar
sempre de joelhos, formalmente orando [18], pois há muitos deveres civis de um
homem que devem ser atendidos e outros deveres religiosos, além da oração, que
não devem ser negligenciados; um dever não é para excluir o outro, quer seja ele
de caráter civil ou sagrado; mas é desejável estar sempre preparado para oração
e com o coração pronto para isso em todas as ocasiões. A oração deve ser diária,
uma vez que nossas necessidade também são diárias: precisamos de pão todos os dias para o nosso corpo, o homem interior
precisa ser renovado a cada dia, as tentações são diárias, nosso adversário, o
diabo, nos ataca continuamente como um leão que ruge, buscando a quem possa
tragar; portanto, devemos orar diariamente para que não entremos em tentação.
As exortações acima vão contra todas as objeções à oração, tais como: não orar julgando ser ela vã e inútil (Jó 21:15), orar
pouco tal como Jó foi erroneamente acusado (Jó 15:04) ou interrompê-la, porque não tem uma resposta
imediata. Nosso Senhor falou uma parábola sobre isso: "Que os homens devem
orar sempre e nunca desfalecer"; devem continuar orando sem desanimar, embora
suas orações possam parecer não atendidas; e dá um exemplo do sucesso da viúva
importuna com o juiz injusto (Lucas 18:1; etc ). Também devemos orar quando estamos
em perigo; é obrigação orar em tal momento (Tiago 5:13; Sl 50:15), contudo isso
seja mais comum entre as pessoas sem graça, que estão em um estado de distância
e alienação de Deus, como os professores carnais e as almas descuidadas (Is
26:16; Oséias 5:15).
Os judeus estipulavam
momentos específicos para a oração. Daniel
orava três vezes ao dia, e nesses termos aprendemos com Davi: "De tarde e
de manhã e ao meio-dia orarei" (Sl
55:17). A oração da manhã, de acordo com Maimônides [19], era ao final da
quarta hora (ou dez horas), que é a terceira parte do dia (ver Atos 2:15). A
oração ao meio-dia era na sexta hora (ou doze horas), momento em que Pedro
subiu ao eirado para orar (Atos 10:9). A oração da noite era na hora nona (ou
três horas da tarde), no tempo do sacrifício da tarde; momento em que Pedro e
João subiam ao templo para orar; neste momento encontramos Cornélio em oração
(Atos 3:1;10:3). A observação dessa prática também era comum entre os primeiros
cristãos. Jerônimo [20] fala dela como uma tradição da igreja, onde a terceira,
sexta e nona horas eram momentos de oração; e que era uma prática louvável, não
sendo permitidos outros exercícios legais; mas isso não era para ser feito dando
ênfase ao desempenho dos momentos precisos a ponto de ser essa uma condição
para sua aceitação a Deus, pois isso nos traria de volta à aliança das obras, iludindo
nossas almas a um jugo de escravidão. O que Clemente de Alexandria [21] observa
é digno de nota: “ alguns, diz ele, estipulam horas para a oração: a terceira,
sexta e nona horas, mas "os gnósticos (que são dotados com o verdadeiro
conhecimento de Deus e das coisas divinas) oram durante toda a sua vida, toda a
sua vida é uma santa convocação, um festival sagrado." Sim, é dito de
Sócrates, o filósofo pagão, para vergonha dos cristãos que " sua vida era repleta de oração."
De tudo isso aprendemos que não devemos passar um dia sequer sem oração. Eu continuo
a observar,
7. O estímulo à oração e as
vantagens dela decorrentes. Os Santos podem ser encorajados a isso.
7a. A partir do interesse
que Pai, Filho e Espírito tem nela; O
Pai, como o Deus de toda a graça, está sentado no trono da graça, retendo o
cetro da graça, convidando os homens a virem para lá, onde eles podem achar
graça e misericórdia para ajudá-los em seus momentos de necessidade. Cristo é o
Mediador, através de quem eles têm acesso a Deus e aceitação por ele; Cristo é o seu Advogado para com o Pai,
que defende sua causa e intercede por eles; ele apresenta-os à presença de Deus
e como o Anjo da sua presença apresenta as orações deles a Deus, perfumada com muito
incenso. O Espírito de Deus é o Espírito de graça e de súplicas que os abastece
com graça e auxilia-os em suas súplicas a Deus; é por ele, com intermédio de
Cristo, que eles têm acesso a Deus como seu Pai.
7b. A partir do interesse
que os santos têm por Deus a quem eles oram
e são incentivados a isso; Ele é o pai que lhes dá graça; aquele cujo coração está cheio de amor, piedade e
compaixão por eles; seus olhos estão sobre eles e os seus ouvidos atentos aos
seus clamores; Deus Pai forneceu as
bênçãos em aliança para eles e está pronto para oferecê-las mediante as suas
orações a Ele (Fp 4:19).
7c. A partir do chamado de
Deus através de sua providência e por seu Espírito, os santos são encorajados a
buscar a Deus (Sl 27:8); ele se deleita em ver o rosto e ouvir as orações do
seu povo (Pv 15:08; Sl 102:17).
7d. Muitas promessas como a
libertação das dificuldade etc são
feitas às almas em oração (Salmo 50:15; 91:15). Por seu encorajamento é dito:
"Pedi e vos será dado", etc
(Mateus 7:7) sim, Deus nunca, disse à descendência de Jacó: Buscai-me em
vão" (Isaías 45:19).
7e. Por experiência, o povo
de Deus em todas as épocas sempre teve respostas de orações seja para si ou
para outros; isso muito serviu para estimulá-los nesse dever; esta constatação
foi observada por Davi quando viu que o atendimento das orações não era comum apenas a uma pessoa em
particular(Sl 40:1 , 34:6), mas a todos os homens bons em tempos passados, em todas as épocas
(Sl 22:4- 5).
7f. "A oração é boa
para aproximação dos santos a Deus"; não é só boa, porque é obrigação
deles, mas é também muito agradável
quando eles têm a presença de Deus neles e suas almas são levadas em direção a ele; é
vantajoso para eles quando Deus através de sua ordenança acelera as graças de seu Espírito, subjugando as
corrupções dos seus corações, trazendo-os para comunhão mais intima com Ele. A
oração em família, nas igrejas, na região e país onde se vive é muito útil para si e para outros que precisam de oração.
De todos os frutos que a fé produz nos
cristãos, diz Beza [22], a oração, isto é, invocando o nome de Deus, através de
Cristo, é o principal deles.
NOTAS:
[1] omilia prov ton yeon h
euch Clem. Alex. Stromat. l. 7. p. 722, 742.
[2] Clemens Alex. ut supra.
[3] In Reg. Hisp. Bibl.
[4] Apud Joseph. contra Apion. l. 1. c. 22.
[5] Maimon. Cele Hamikdash, c. 6. s. 1, 5. Veja
O Serviço do Templo de Lightfoot, c. 7. s. 3. p. 924, 925.
[6] Maimon. Hilchot Tephillah, c. 8. s. 1.
[7] Ib. c. 11. s. 1.
[8] Deut. Vita Mosis, l. 3. p.
685. et de Leg. ad Caium, p. 1014.
[9] In Vita ejus, s. 54.
[10] apolog. 2. p. 93.
[11] Apologet. c. 39.
[12] Deut. Corona Mil. c. 3.
[13] Eles parecem se
identificar com as quatro palavras usadas pelos judeus para oração, hnxt hlpt
hvqb hkrb Vid. Vitringam de Synagog. vet. par. 2. 1. 3. c. 13. p. 1025. & c.
19. p. 1103.
[14] Witsius de Orat. Domin.
Exercit. 1. s. 2, 4.
[15] peri euchv, c. 44. Ed. Oxon.
[16] Da oração para o perdão
dos pecados; ver um Corpo Doutrinal da Divindade, vol. ii. b. 6. c. 7. p. 354.
Veja no tópico 1013.
[17] Ver meu discurso sobre
este texto. Veja comentários sobre "1 Coríntios. 14:15".
[18] Havia uns tipos de
hereges no século IV chamados Euchetae e messalianos que negligenciavam todos
os negócios, fingindo orar continuamente e atribuindo toda a sua salvação à
oração, Aug. de Haeres. c. 57. &
Danaeus in ib.
[19] Hilchot Tephillah, c. 3. s. 1.
[20] Comment. in Dan. fol. 270. M.
[21] Stromat. l. 7. p. 722, 728. Maximus Tyrius apud
Witsium in Orat. Domin. Exercitat. 2. s. 19. p. 43.
[22] Confessio Fidei, c. 4. art.
16. p. 34.
Fonte:
Providence Baptist Ministries
Tradução:
Luciano de Oliveira

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