"Conclui-se que o adiamento do batismo é mais
rentável segundo o caráter, a atitude e até mesmo a idade de cada pessoa,
especialmente no que diz respeito às crianças. Qual a necessidade, se não há
realmente nenhuma necessidade, até mesmo para os seus padrinhos de serem postos
em perigo, visto que eles ,eventualmente, morrendo podem não cumprir com suas
promessas ou ser enganados posteriormente pelo desenvolvimento de uma
disposição má na criança? É verdade, diz Nosso Senhor, não impeçais as
criancinhas de vir a mim.2 Então, deixe-as vir quando elas estiverem crescidas;
deixe-as vir quando estiverem aprendendo; deixe-as vir quando estiverem
ensinadas; deixa-as ser cristãs quando elas se tornarem competentes para
conhecer a Cristo. Por que a infância inocente vêm com tanta pressa para a remissão
dos pecados? Devemos agir nesse caso menos cautelosos do que em assuntos
mundanos? Será àquele que não é confiável uma propriedade terrena ser confiável
uma propriedade celestial? Deixe-as em primeiro lugar aprender a perguntar
sobre a salvação [...] Com não menos razão também deveriam os solteiros adiar o
casamento até que estivessem firmemente confirmados na continência, pois até
então como virgens resistiriam a todas as tentações e, quando já se
encontrassem casados, estariam mais maduros nessa questão. Todos os que
entendem que o batismo é um fardo terão mais medo de obtê-lo do que seu
adiamento. A fé perfeita não tem dúvida de sua salvação. "
2 Matt. 19. 14.
3 Cf. Matt. 5. 42.
2 Matt. 19. 14.
3 Cf. Matt. 5. 42.
Fonte: Tertuliano. Sobre o Batismo, p.39
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